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Jornalismo e Cidadania nas Eleições 2020

Eleições 2020

Em novembro começam os alto falantes com os jingles ecoando pelas avenidas e as armadilhas de papéis em todas as calçadas, postes e outdoors. Preste atenção onde pisa para evitar quedas ou outro tipo de acidente. Dificilmente qualquer um desses “informes” impressos com a carinha de um político irá anunciar que lixo na calçada é crime e representa perigo para o pedestre.

Apesar de um “jeitinho” muitas vezes carregado por aquela estigma que já não é mais de um brasileiro tão “bonzinho” assim, ainda restaria orgulho de viver em um país democrático, onde as divisões políticas são bem definidas em suas extremidades territoriais com um sistema eleitoral majoritário para Presidente e demais chefes do executivo.

Só que não é bem assim.

Como visto e sentido no próprio bolso, esse modelo tem se mostrado ineficiente no país, distanciando a população da fiscalização sobre as ações dos eleitos e incentivando a escolha superficial desses representantes políticos.

Consequentemente, a inutilização ou falta de interesse nos recursos disponíveis para conhecer melhor os candidatos, faz gerar uma certa negligência também dos eleitores, já que o simples ato de votação é um dos fragmentos do repertório que compõe a prática cidadã.

Cada vez mais habituadas com as aplicações digitais, pessoas de diferentes regiões do país podem contar com os mais variados recursos capazes de torná-las mais participativas na política e na sociedade de um modo geral.

Por isso, informações com dados oficiais e que são alimentados e registrados em tempo real a partir de denúncias, agora e mais do nunca são ferramentas importantes de combate aos problemas sociais, além de serem fontes primárias para o jornalista investigativo ou mesmo repórter cidadão.

De acordo com os últimos dados levantados pelo TSE, existem aproximadamente 147 milhões de pessoas devidamente regularizadas junto ao órgão e que em outubro deste ano poderão eleger seus candidatos políticos.

A pesquisa realizada entre 2014 e 2018, aponta que apesar da redução no crescimento do eleitorado de jovens, o número de brasileiros que vivem no exterior, de mulheres e aposentados acima de 70 anos aumentou. Isso comprova que votar é uma atitude que requer entendimento civico e mais do que isso, é preciso ter disposição para observar e vigiar melhor o nosso país.

Órfãos de uma educação pública de qualidade e distantes da noção de realidade sobra política, famílias de baixa renda tendem a serem mais suscetíveis em acreditar nas informações que são publicadas ou disseminadas na rede sem qualquer tipo de verificação.

Por esse motivo que o trabalho de filtragem e apuração de jornalistas, neste caso de “gatekeeper” é fundamental. Principalmente durante o período eleitoral, em que as informações disparadas pelas assessorias de imprensa dos candidatos nem sempre caminham junto com a verdade.

A Importância do Quarto Poder


O papel do profissional de comunicação, seja ele repórter ou editor de um jornal não se resume em apenas informar o seu público leitor, mas também em explicar de forma clara e independente o que determinada notícia ou resultado desta podem afetar ou não a vida do cidadão.

O que tudo indica é que a mudança no quadro atual deverá ocorrer na base. Portanto, será preciso mais do que informar já que na maior parte do país carecem programas que formem cidadãos.

Exercer cidadania vai além de um simples voto. Trata-se da mudança de comportamento, desde permanecer alerta às “notícias” a fim de interpretá-las com maior assertividade, até o compromisso responsável de propagar a informação. Dessa maneira, mais e mais pessoas tomam a iniciativa de construir pontes que restabelecem a confiança na Gestão Pública.

Se você acredita que suas ações tem o poder de transformar e melhorar o regime democrático, então comece mobilizando vizinhos, familares, amigos e outros colegas a serem mais participativos durante os eventos parlamentares, interferindo desde o poder legislativo ao executivo.

Está mais do que em tempo de aprendermos a cobrar para construir uma sociedade mais livre, justa e solidária. O primeiro passo, é não ficar só assistindo. Mostre sua cara, escreva e dê voz à democracia. Participe!

Nesse contexto, a rede de comunicação do Jornalismo Colaborativo, sediada em São José dos Campos, se apreenta como um veículo de jornalismo digital independente por meio de reportagens, investigações políticas, científicas e locais, pautadas na veracidade e na publicação de notícias relevantes.

Desde 2013, o JC busca trabalhar como uma ferramenta de combate à corrupção e o monopólio da informação.

Fonte: Jornalismo Colaborativo


Sobre o Autor
A Rede de Comunicação do Jornalismo Colaborativo é o Curador Editorial do Escolha do Editor e único veículo nacional que esteve presente em todas as edições do Collaborative Journalism Summit, destaque no Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação XXIII / Prêmio Expocom 2016.
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